Orgulho-retarda-a-bencao

O Orgulho retarda as bencaos

Palavra introdutória

As Escrituras podem ser comparadas a um espelho. Se desejamos verificar se tudo está bem conosco, solução é mirar-nos nos bons exemplos que ela nostraz. Colocar-nos dianté das Éscrituras nos permite detectar onde residem as imperfeições e procurar desfazê-las.Dessa forma, cada cristão poderá observar os sentimentos e os pensamentos que estão em desacordo com os ensinos bíblicos e procurar libertar-se dos mesmos. A Palavra é o ensino de Deus para o homem bem viver.

1.A DIMENSÃO DO ORGULHO

O orgulho, em algumas situações, pode ser considerado como um sentimento de dignidade, de auto-confiança pessoal, brio, altivez quando esse é vivido em um grau de satisfação e felicidade por algo conquistado.

O orgulho que é considerado pecaminoso pela Bíblia, ou melhor, pelo próprio Deus é o que traduz o conceito elevado ou exagerado de si próprio; o amor próprio em demasia que leva à soberba, isto é, um orgulho exagerado; também considerado como arrogância, insolência, brutalidade. Pode ser entendido ainda como senso de superioridade pessoal, altivez de espírito, presunção, menosprezo pelo próximo.

1.1. Considerando o grau do sentimento

No entanto, é fundamental que o homem considere-se a si mesmo.Quando Jesus ensinou acerca dos mandamentos, fez uma observação a esse respeito, quando disse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39).Se alguém não se considera não tem condições para considerar outrem.Ninguém deve chegar aos extremos, porque são perigosos.

O oposto ao orgulho e à soberba é o complexo de inferioridade. Neste caso, a pessoa se considera a pior de todas, sempre se coloca na posição inferior, achando-se incapaz, indigna, sem valor, sem as mínimas condições, por isso torna-se um ser derrotado.Se alguém se considera como nada diante de Deus, isto significa humildade. É uma posição correta. Ao olhar para si mesmo, o cristão deve perceber o seu valor, con siderando a sua posição de filho de Deus (Jo 1.12), templo do Espírito Santo (1 Co 6.19), co-herdeiro com Cristo (Gl 4.7; Rm 8.17). Nao e errado alguém reconhecer o seu valor, conhecendo também suas limitações e os privilégios que Deus lhe concede.Isso é elevar a auto estima para melhor servir ao Senhor. Não tem nada com orgulho nem com soberba.

Vamos ver um  exemplo expressivo

Os espias de Israel podem ser citados como exemplo desses casos (Nm 13.17.33 Após espiarem a terra, os homens voltaram para apresentar um relatório do que viram.Dez deles relataram coisas espantosas vistas na terra e se consideraram como gafanhotos diante dos gigantes que lá habitavam.Foram tomados por um complexo de inferioridade tal, que influenciou todo povo a murmurar contra Moisés (Nm 14.1-4).

Porém, os outros dois espias não se deixaram abater por tal sentimento e demonstraram confiança no Senhor (Nm 14.6-10). Investiram-se da sua posição de líder e animaram Moisés a prosseguir.Cada cristão precisa saber se colocar na sua posição correta. Outro exemplo é o do apóstolo Paulo quando foi preso e açoitado com seu companheiro Silas (At 1.37-40). Ele exigiu o uso dos us direitos de cidadão romano só saiu da cidade quando achou que eratempo.Isso não é orgulho nem soberba. É usar suas prerrogativas e não sentir-se inferiorizado.

  1. 2. Como a Bíblia considera o orgulho

O orgulho é um pecado (Pv 21.4); ele origina-se no desejo de poder e de autoridade que nasce no coração da pessoa (Lv 26.19); ele desencadeia situações provocam a queda do homem (Pv 16.18); é uma maneira de insultar alguém (Lc 23.11); é uma atitude errônea de quem expressa justiça própria (Lc 18.11,12); sai do coração do homem e e contaminador como outros tantos pecados (Mc 7.20-23) e ainda mais, serve de obstáculo às operações divinas (SL 10.4; SL.7.10 .Afalta de conhecimento de Deus torna o homem soberbo, o que o leva à condenação do diabo (1 Tm.6).

2. DEUS ABATE OS SOBERBOS

O texto que serve de base para esta lição destaca a atitude de um homem orgulhoso por seus feitos e sua posição privilegiada, que teve de reconhecer a sua inferioridade diante de Deus Todo Poderoso que opera maravilhas quando o homem se dobra humilhado.

2.1. As duas faces da vida de Naamã

Naamã era comandante do xército da Síria, a nação mais poderosa daquela época, que exercia domínio sobre todos os povos. Era prestigiado pelo rei que o tinha em alta estima por seus grandes feitos de guerra (2 Rs 5.1). Só que ele não reconhecia que fora o Senhor que o havia usado como instrumento para tais ocasiões. Estava acostumado a dar ordens e ser obedecido, a ter sobre seu comando um grande exército.

Consagrou-se herói e vivia rodeado de pompa e ostentação, regalias e privilégios. Era querido e respeitado pelo povo.Em contrapartida, a se julgar pelo seu estado clínico, havia motivos para ele não ser um homem feliz e totalmente realizado. Mesmo com aquela aparência altiva de um honrado militar, seu testado de saúde era precário. Escondidas pela pomposa farda de comandante, as feridas da horrível doença, a lepra, privava-o de usufruir muitas das vantagens que o título lhe conferia. Era obrigado a viver arredio, fugindo do convívio da sociedade. Precisava isolar-se constantemente para que o mal não chegasse ao conhecimento do povo. Os leprosos eram desprezados e’ até expulsos do convívio da família e passavam a viver isolados em aldeias, para evitar o contágio. Certamente, Naamã pensava no horrível futuro que o esperava.À medida que a doença progredia, a situação tomava-se mais constrangedora.Imagine-se um herói nacional fadado a viver num isolamento,separado de tudo e de todos. Que situação humilhante!

2.2. A providência divina

Vitoriando sobre Israel, as tropas da Síria, comandadas por Naamã levaram, como era costume, alguns prisioneiros de guerra para se tornarem escravos em sua terra.Dentre os presos, levaram uma menina que foi servir na casa do próprio Naamã a convivencia com a família, a menina foi tomando conhecimento do grande mal existente.Presenciando o sofrimento da quele homem tão poderoso, mas que não podia aproximar-se dos entes queridos, abraçar a esposa e os filhos, pois, todos evitavam o contato, mantendo distância pelo risco do contágio ela compadeceu-se dele e falou  a respeito do profeta, com sua senhora (2RS 5. 3).Naamã ao tomar conhecimento foi também incentivado a tentar mais essa oportunidade. Por certo, já havia tentado muitos outros elos, mas tudo em vão orgulho de Naamã não lhe permitiu conversar com sua criadinha a fim de lhe pedir maiores informações. Apressos se em ir ao palácio falar com o rei, que também decidiu dirigir-se ao rei de Israel,através de uma carta, relatando-lhe o motivo da visita do general.

2.2.1. Batendo em porta errada

Não se vai aqui entrar em deta lhes que o fato oferece.Mas o certo é que o orgulhoso Naamã desconheceu o que a menina havia dito sobre o profeta, o homem de Deus. Chegando a Samaria, procurou o rei no seu palácio.O rei ficou desesperado ao ler a carta que exigia a cura do general.Mas a notícia chegou ao profeta, que mandou um recado ao palácio a fim de acalmar o monarca (2Rs 5: 8).Em vista disso, o rei acalmou-se e enviou Naamã à casa do homem de Deus.

2.2. 0 orgulho ferido

Pensando que ia ser recebido com honrarias e muita pompa, qual não foi a surpresa de Naamã ao receber o recado de Eliseu, que nem se dignou ir atendê-lo, enviando apenas uma ordem por um de seus serviçais. Naamã, muito irritado, sentiu se humilhado ao ser atendido à porta da casa do profeta.Banhar-se nas águas sujas de um rio de Israel? Jamais! (2 RS 5.11,12)Ferido no seu orgulho, na su soberba, nunca se exporia daquela forma. Certamente todos os moradores da da cidade viriam curiosos apreciar aquela cena.

Um poderoso general, despojado do seu uniforme e das condecorações, somente usando roupas íntimas, banhando-se naquele rio pardo, lodento. Isso nunca.Esse é pois o maior desafio de Deus: levar o homem a despir-se da sua soberba e humilhar-se para ser curado dos seus males.Naamã havia desistido de acatar a idéia e a orientação do homem de Deus epropôs-se a voltar para sua terra.Enquanto o homem luta confiando nas suas próprias forças e no seu orgulho, está retardando a chegada das bênçãos divinas.

2.3. Os erros de Naamã

Desde que ouviu a sugestão dada por sua escrava judia, Naamã animou-se a receber a cura dada por Deus, mas por seus próprios caminhos, conforme a sua maneira. Por essa razão, cometeu vários equívocos.

2.3.1. Procurou a pessoa errada

Em vez de sair rapidamente à procura do homem de Deus, o general preferiu dirigir-se ao seu rei, que, de Deus, nada entendia.

Muitos, da mesma forma, buscam primeiro o socorro do homem,deixando o caminho certo para encontrar-se com Aquele que tudo pode (Mt 28.18b  . Saindo de “uma porta errada” ( palácio do rei da Síria), foi bater em outra errada, da mesma forma (o palácio do rei de Israel).Certamente, ele pensava que tratando de igual para igual, Deus o curaria. Por quê, então, ir em busca de um homem do povo?

2.3.2. Pensou em pagar pela cura

Acostumado a pagar todos os favores recebidos para, orgulhosamente, não dever favores a ninguém, Naamã preveniu-se com uma boa oferta que julgou suficiente para pagár bem que iria receber.Nenhum esforço humano, dinheiro, jóias ou pratarias, nada há que pague os benefícios recebidos de Deus.

2.3.3. Procurando esconder o, mal

Naamã fez questão de levar também dez mudas de roupas especiais, que poderiam encobrir as suas feridas.Chegaria, então, ali em Samaria bem adornado, para ninguém prestar atenção ou mesmo observar as marcas da enfermidade.O homem é assim mesmo. Procura meios de esconder os ferimentos tanto do corpo como da alma. Não foi assim também que aconteceu com Adão e Eva? (Gn 3.7,8)

2.3.4. Esperando honrarias

O ilustre general sírio decepcionou-se ao chegar em Samaria e ser convidado a dirigir-se à uma casa comum do povoado.Mais irritado ainda, quando parou com sua comitiva, e a porta entreabriu-se, aparecendo um criado para atendê-lo com uma  mensagem. Eliseu nem sequer foi atendê-lo para prestar-lhe as devidas honras (2Reis 5.I 9,10). Seu orgulho estava ferido.

O profeta, por sua vez, não se impressionou com a chegada do general e sua comitiva. Não fez do acontecimento uma festa para recepcionar um homem tão ilustre.Certamente, muitos crentes em nossos dias se orgulhariam com tal visita. Eliseu, porém, preocupou-se em que o milagre acontecesse na vida daquele pobre homem rico.

2.3.5. Desejando a cura a seu modo

Tão soberbo era Naamã que se atreveu a questionar a maneira pela qual. Deus deveria agir 2Reis 5.11,12).Muito indignado, então, resolveu retornar porque a cura não aconteceu como ele achava que deveria acontecer.E ainda menosprezou a forma pela qual o profeta, revelado por Deus, lhe havia proposto.

2.4. A reconsideração acertada

Naamã, dominado pelo orgulho, ordenou à comitiva que retomasse à Síria.Não fossem os seus servos, que, na verdade, eram verdadeiros amigos que o aconselharam a obedecer a ordens tão simples que era banhar-se no rio Jordão por sete vezes, ele teria Perdido a bencão da cura.Eles bem conheciam a reputação do seu comandante, hómem valoroso e destemido, que por muitas vezes havia arriscado a vida em executar missões dificeis, por certo não seria dificil banhar-se naquele rio pardacento.

2.4.1. Resultado Positivo

O orgulho foi dissipado. A soberba foi extinta, Naamã desceu às águas barrentas do Jordão e por sete vezes banhou-se certamente sob o olhar curioso de muitos.O milagre aconteceu, para honra e glória do nome do Senhor.E Deus foi exaltado pelo próprio general que, agora, reconhecia o poder miraculoso do Deus de Israel (2Rs 5.17).

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