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Igreja de Filadélfia

“Ao anjo da igreja em Filadélfia escreva: Estas são as palavras daquele que é santo e verdadeiro, que tem a chave de Davi. O que ele abre ninguém pode fechar, e o que ele fecha ninguém pode abrir.”

8 Conheço as suas obras. Eis que coloquei diante de você uma porta aberta que ninguém pode fechar. Sei que você tem pouca força, mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome.

9 Veja o que farei com aqueles que são sinagoga de Satanás e que se dizem judeus e não são, mas são mentirosos. Farei que se prostrem aos seus pés e reconheçam que eu o amei.

10 “Visto que você guardou a minha palavra de exortação à perseverança, eu também o guardarei da hora da provação que está para vir sobre todo o mundo, para pôr à prova os que habitam na terra.

11 “Venho em breve! Retenha o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa.

12 Farei do vencedor uma coluna no santuário do meu Deus, e dali ele jamais sairá. Escreverei nele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce dos céus da parte de Deus; e também escreverei nele o meu novo nome.

13 Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Introdução:

A Igreja de Filadélfia era amorosa e fiel. Uma comunidade que dedicava seu serviço às vidas que precisam de Jesus. Representa a Igreja Missionária. Nos tempos do Novo Testamento, Filadélfia fazia parte da província Romana da Ásia. Os reis de Pérgamo transformaram Filadélfia em um posto avançado do seu reino.

Entre as sete cartas às igrejas no Apocalipse, encontramos duas que não contêm nenhuma crítica das igrejas: A carta à igreja em Esmirna, uma congregação pobre que enfrentava perseguição, e a carta à igreja em Filadélfia, uma congregação fraca e limitada, mas que dependia de Deus
Os homens tendem a medir força e qualidade em termos de tamanho, poder e riqueza. Jesus vê as igrejas de forma diferente. Independente de sucesso em termos que o mundo vê e mede, Jesus olha para o caráter e o coração de cada discípulo e de cada igreja. Ele sabe muito bem quem pertence a ele.

A cidade de Filadélfia foi fundada pelo rei Eumenes (Rei de Pérgamo) e seu irmão ÁtalosII. O nome da cidade foi uma homenagem a Átalos, que, em razão da sua lealdade ao seu irmão, rei de Pérgamo, teve o seu nome mudado para filadélfos.

O nome Filadélfia é um sinônimo de lealdade e fidelidade. Não nos impressiona saber que a igreja que leva esse nome tenha sido uma das mais fiéis dentre todas as sete que receberam cartas do senhor Jesus. Além de Filadélfia, somente Esmirna foi tão elogiada pelo próprio Senhor e não teve nenhum dos seus erros citados na carta.

Jesus não apenas conhece a igreja, mas apresenta-se como a solução para seus problemas.

Para uma igreja perseguida pelos falsos mestres, Jesus se apresenta como o santo e o verdadeiro (Ap 3.7). Jesus não apenas se apresenta como Deus, mas destaca que ele é separado, possui santidade absoluta em contraste com os que vivem em pecado. Ao anjo da igreja em Filadélfia escreva: Estas são as palavras daquele que é santo e verdadeiro, que tem a chave de Davi. O que ele abre ninguém pode fechar, e o que ele fecha ninguém pode abrir.”

Cristo é santo em seu caráter, obras e propósitos. Ele não é a sombra da verdade, é sua essência. Ele é Deus confiável, real em constraste com os que mentem (Ap 3.9). Ele não é uma cópia de Deus, é o Deus verdadeiro. Havia centenas de divindades naqueles dias, mas somente Jesus poderia reinvindicar o título de verdadeiro Deus. Veja o que farei com aqueles que são sinagoga de Satanás e que se dizem judeus e não são, mas são mentirosos. Farei que se prostrem aos seus pés e reconheçam que eu o amei.

Para uma igreja sem forças aos olhos do mundo, Jesus a parabeniza pela sua fidelidade (Ap 3.8). A igreja tem pouca força, talvez por ser pequena; talvez por ser formada por crentes pobres e escravos; talvez por não ter influência política nem social na cidade, mas ela tem guardado a Palavra de Cristo e não tem negado seu nome.

Conheço as suas obras. Eis que coloquei diante de você uma porta aberta que ninguém pode fechar. Sei que você tem pouca força, mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome.

A igreja era pequena em tamanho e em força, mas grande em poder e fidelidade. Deus, na verdade, escolhe as coisas fracas para envergonhar as fortes. Sardes tinha nome e fama, mas não vida. Filadélfia não tinha fama, mas tinha vida e poder. A igreja tinha pouca força, mas Jesus colocou diante dela uma porta aberta, que ninguém poderia fechar. A igreja é fraca, mas seu Deus é onipotente. Nossa força não vem de fora nem de dentro, mas do alto.

Para uma igreja que guardou a palavra de Cristo nas provações, Cristo promete guardá-la das provações que sobrevirão (Ap 3.10). A igreja foi fiel a Cristo, e Cristo a guardará na tribulação. A igreja guardou a palavra, Cristo guardará a igreja. A igreja de Filadélfia não transigiu nem cedeu às pressões. Ela preferiu ser pequena e fiel a ser grande e mundana. Visto que você guardou a minha palavra de exortação à perseverança, eu também o guardarei da hora da provação que está para vir sobre todo o mundo, para pôr à prova os que habitam na terra.

Jesus não apenas conhece as dificuldades da igreja, mas dá-lhe uma grande garantia

Em primeiro lugar, Jesus tem em suas mãos toda autoridade. Quem tem as chaves tem a autoridade. Jesus tem não apenas as chaves da morte e do inferno (Ap 1.18), mas também a chave de Davi, a chave da salvação e da evangelização. Ninguém pode entrar até que Cristo tenha aberto a porta. Nem ninguém pode entrar quando ele a fecha. Se a porta é o símbolo da oportunidade da igreja, a chave é o símbolo da autoridade de Cristo.

Em segundo lugar, Jesus tem em suas mãos a chave da salvação. Ninguém senão Jesus pode abrir a porta da salvação. A chave está na mão de Cristo, e não na de Pedro. Jesus na verdade disse a Pedro: “Eu te darei as chaves do reino do céu”

E Pedro usou-as. Foi por meio de sua pregação que os primeiros judeus foram convertidos no Pentecostes (At 2). Foi imediatamente à imposição de suas mãos e das de João que o Espírito Santo foi dado aos primeiros crentes samaritanos (At 8). Foi através de seu ministério que Cornélio e sua casa, os primeiros gentios, foram salvos (At 10). Pedro, de fato, abriu o reino do céu para os primeiros judeus, os primeiros samaritanos e os primeiros gentios. Mas as chaves estão agora nas mãos de Jesus.

A porta da salvação foi e ainda está aberta. Todo aquele que se arrepende e crê pode entrar. Mas, um dia, essa porta será fechada. O próprio Cristo a fechará. Porque a chave que a abriu a fechará novamente. E quando ele a fechar ninguém poderá abri-la. Tanto a admissão como a exclusão estão unicamente em seu poder.

Em terceiro lugar, Jesus tem a chave da evangelização. Precisamos compreender a soberania de Cristo na realização de sua obra. Há portas abertas e portas fechadas. Quando ele abre, ninguém fecha; e quando ele fecha, ninguém abre. Ninguém pode deter a igreja quando ela entra pelas portas que o próprio Cristo abriu. Cristo tem as chaves e abre as portas.
Tentar entrar quando as portas estão fechadas é insensatez. Deixar de entrar quando estão abertas é desobediência. A porta aberta é símbolo da oportunidade da igreja; e a chave, símbolo da autoridade de Cristo.

Jesus não apenas conhece a pobreza da igreja, mas promete a ela uma grande recompensa e uma gloriosa herança

Em primeiro lugar, Jesus ordena a igreja a permanecer firme até a segunda vinda de Cristo (Ap 3.11). Jesus envia uma telegrama à igreja: “Venho sem demora!” (Ap 3.11). Só mais um pouco e chegará o dia da recompensa. A herança que ele preparou para nós é gloriosa.

Cristo virá em breve. Não precisamos de nada novo. Precisamos guardar o que temos. Precisamos proclamar o que já possuímos. A coroa aqui não é a salvação, mas o privilégio de aproveitarmos as oportunidades de Deus na proclamação do evangelho. Jesus disse para a igreja de Éfeso que, se ela não se arrependesse, ele removeria seu candelabro, e realmente o removeu!

Em segundo lugar, Jesus garante que o vencedor será coluna no templo de Deus (Ap 3.12). Se nos tornarmos peregrinos nessa vida, seremos uma coluna inabalável na próxima. Aqui, os terremotos da vida podem nos abalar, mas, no céu, estaremos tão firmes e sólidos como a coluna do templo de Deus. Os crentes da Filadélfia podem viver com medo de terremotos, mas nada os abalará quando permanecerem como colunas no céu.

Em terceiro lugar, Jesus promete que o vencedor terá gravado em sua vida um novo nome (Ap 3.12). Esse novo nome terá o nome de Deus, da igreja, a nova Jerusalém, e o novo nome de Cristo. Pertenceremos para sempre a Deus, a Cristo e a seu povo. Viveremos com ele em glória.
A porta aberta representa a oportunidade da igreja. A chave de Davi, a autoridade de Cristo. E a coluna do templo de Deus, a segurança do vencedor.

Cristo tem as chaves. Cristo abriu as portas. Cristo promete fazer- nos seguros como as sólidas colunas do templo de Deus. Quando ele abre as portas, devemos trabalhar. Quando ele fecha as portas, devemos esperar. Acima de tudo, devemos ser fiéis a ele para vermos as oportunidades, e não os obstáculos.

CONCLUSÃO

A Igreja de Filadélfia nos ensina sobre fidelidade a Deus e amor ao próximo. Esta é a Igreja que Deus quer, uma comunidade viva e perseverante na Palavra. O Senhor quer abrir portas para o anúncio do Evangelho e nos levantar como colunas em sua Obra.

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